O Arquiteto deve atendê-lo em duas situações essenciais: a primeira, ele deve apresentar um projeto que atenda as suas necessidades e expectativas, para isso algumas informações são bastante importantes.
É muito importante o profissional conhecer o perfil de seu cliente, para isso ele deve saber um pouco de sua rotina, os hobbies, um pouco de sua vida social e familiar (se tem filhos, se pretende ter, se gosta de receber amigos, se gosta de animais etc.). É importante saber também quanto o cliente pretende gastar na sua obra.
Eu me lembro de uma situação bem recente, e que se encaixa no assunto: a aproximadamente dois meses, um cliente me solicitou um orçamento por intermédio de um colega da área, quando apresentei o orçamento a ele, este cliente quase caiu para traz. Ele pretendia gastar um pouco menos da metade do orçamento que apresentei a ele. A única coisa que pude fazer por esse cliente, foi orientar para que ele procurasse esse meu colega, e que fizesse outro projeto, pois aquele não tinha nada com seu perfil.
O cliente entendeu e fez o que foi orientado, mas além dele ter perdido mais tempo, as coisas poderiam ter tomado outro rumo, muito mais trágico!
Por isso que é muito importante essa troca de informações, e partindo de todas essas informações, o Arquiteto já terá parâmetros para dar início a um projeto requintado e funcional com o perfil de seu cliente.
Outro ponto importante nesse atendimento é o gerenciamento da obra, que deve ser feito pelo Arquiteto, cumprindo o cronograma e a previsão financeira, e colocando na mesma, profissionais capacitados e responsáveis, para não comprometer a qualidade, o tempo e os recursos financeiros.
Além da equipe de profissionais ser grande e diversificada e, portanto, necessitar de coordenação e supervisão constantes, deve-se atentar ainda para aspectos muito importantes. A previsão financeira, que requer constante monitoramento, e o cronograma executivo, quando não é cumprido, pode, além de causar transtornos, gerar gastos em virtude de pagamentos de novas diárias, alimentação, entre outros.
É muito comum, encontrarmos obras inacabadas por falta de verba (mal gerenciada ou mal planejada), e por isso a importância de um profissional, para orçar e gerenciar sua obra.
Ainda nos deparamos com o raciocínio equivocado de que contratar um profissional para gerenciar sua obra, significa mais um custo. Esse é um raciocínio errado, pois os ganhos com essa contratação deve se reverter em economia no final da sua obra.
Desta forma, será responsável por: contratar mão de obra especializada; coordenar cada profissional individualmente, em todas as etapas; escolher materiais e acabamentos, e acompanhar sua utilização, evitando desperdícios; além de respeitar e cumprir o orçamento e o cronograma; e zelar pela fiel execução dos projetos.
Alterações podem ser necessárias no decorrer da obra em razão de imprevistos, e nesses casos o bom gerenciador mostrará a melhor solução, sem comprometer o projeto aprovado.
O gerenciador deve observar também se a estratégia elaborada está dando resultado ou se serão necessárias novas ações para que o prazo seja cumprido.
E quando ele não orienta a equipe, mantendo-a plenamente informada sobre as previsões do projeto aprovado pelo cliente, coloca em risco toda a obra.
Porém, fique atento. Nenhuma orientação funciona, efetivamente, se não houver acompanhamento do desempenho da equipe contratada.
A maneira como o gerenciador se comunica é o que define o sucesso de uma decisão. Em uma obra, todos devem ser comunicados sobre ocorrências que interfiram nos trabalhos de um ou mais profissionais.
Uma palavra de apoio e um tom amistoso fazem verdadeiros milagres quando uma equipe apresenta cansaço por conta das horas contínuas de trabalho, da pressão quanto ao cumprimento dos prazos e da qualidade da execução.
Compreender não significa ser paternalista e passar a mão na cabeça diante de um erro cometido ou não cumprimento de uma tarefa ou prazo. Mas o bom gerenciador deve ter a capacidade de se colocar no lugar do outro e ser justo e objetivo ao tomar alguma decisão, destacando sempre a importância de cada trabalho para o andamento e a conclusão da obra.
Talvez esta seja uma das melhores características do bom gerenciador. Ouvir, ouvir e ouvir. Ouvir o cliente, a equipe, os colaboradores do cliente. Grandes contribuições para correção ou criação de estratégias surgem a todo instante. É preciso estar atento!
Na função de líder de equipes, ele deve tomar decisões de forma ponderada. Equilíbrio traz tranqüilidade e neutraliza qualquer tipo de insatisfação.
Por meio da liderança se estabelece um canal de envolvimento e cumplicidade com as equipes, tornando possível a realização de tarefas e o cumprimento dos prazos.
Em resumo, gerenciar uma obra, é uma arte! Assim como gerenciar o dia mais feliz de sua vida na hora de celebrar e festejar!
